SOBRE  CAMISETAS & LITERATURA

Na Roma antiga era comum as pessoas vestirem peças de linho brancas (as ancestrais camisetas da época) para conter a transpiração. Centenas de anos depois, já no início do século 20, a camiseta esteve presente em vários ambientes e situações.

Nas duas grandes guerras mundiais, por exemplo, os soldados a usavam para se proteger do frio ou do calor. No fim da primeira metade daquele século, ganha outra conotação e se torna instrumento de campanhas políticas nos Estados Unidos. No cinema, deixa de ser coadjuvante e passa a vestir alguns astros das telas, principalmente os mais jovens. Os anos 60 inauguram uma nova era para essa peça: a camiseta vai para as ruas com suas estampas de protesto e para os palcos, vestindo músicos de bandas de rock. A contracultura agradece. 

Ninguém pode afirmar ao certo quando aconteceu esse encontro entre literatura e camiseta, mas a partir da década de 1970 os primeiros poemas e trechos em prosa começam a aparecer como estampa. A literatura ganha mais uma forma de exposição. Hoje não é difícil cruzar com alguém  vestindo um poema de Drummond, Vinicius, Cecília Meireles ou Maiakovski.

A camiseta está presente em qualquer guarda-roupa ou mochila de viagem, de pobres e ricos, em ônibus e carros luxuosos. Nada mais democrático! E contrariando a ditadura da moda, o seu uso nos faz pensar que estar na moda é se sentir confortável com a roupa que usamos. 
Se tiver poesia, melhor.

poeme-se!
18.03.2018


 

 

 


 

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